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Oração – Pai Nosso

 

João de Deus 

 

Pai Nosso, que estás nos Céus

Na glória da Criação,

Ouve esta humilde oração

Dos pequenos lábios meus.

 

Santificado, Senhor,

Seja o Teu nome divino

Em minh'alma de menino

Que confia em Teu amor.

 

Venha a nós o Teu reinado

De paz e misericórdia

Sobre o mundo atormentado.

 

Que a Tua vontade, assim,

Que não hesita nem erra,

Seja feita em toda a Terra

E em todos os céus sem fim ...

 

Dá-nos, hoje, do celeiro

De Tua eterna alegria

O pão nosso que sacia

A fome do mundo inteiro.

 

Perdoa, Pai nesta vida,

Os erros que praticamos,

Assim como perdoamos

Toda ofensa recebida.

 

Não deixes que a tentação

Nos vença a carne mortal

E nem permitas que o mal

Nos domine o coração.

 

Em Tua luz que me beija

E em Teu reino ilimitado

Que sejas glorificado,

Agora e sempre ....  Assim seja!

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do 
Livro Antologia da Criança

 

 

 

Uma prova de reencarnação

 

Seu nome era Kamaljit Kour e era filha de um professor  numa família sikh no Punjab, Índia. Um dia, visitando um feira com seu pai num vilarejo próximo, ela de repente lhe pediu que a levasse a outra cidadezinha, a certa distância dali. Seu pai surpreendeu-se e quis saber porque.

“Não tenho nada a ver com isto aqui”, ela explicou. “Aqui não é o meu lugar. Leve-me, por favor, para aquela cidade. Um dos meus colegas de escola e eu estávamos em nossas bicicletas quando, de repente, fomos atingidos por um ônibus. Meu amigo morreu na hora e eu me feri na cabeça, na orelha e no nariz. Fui retirada do local do acidente e deixada num banco em frente a um pequeno prédio vizinho, onde funcionava um fórum de justiça. Dali me levaram para o hospital. Meus ferimentos sangravam muito e meus pais e parentes foram até lá. Como não havia meios de me tratar naquele hospital, fui levada para Ambala. Lá, os médicos disseram que eu não iria sobreviver, e eu pedi aos meus pais que me levassem para casa.”

O pai da menina ficou chocado, mas ela tanto insistiu que finalmente concordou em levá-la a cidade que ela mencionara, ainda que certo de que se tratava de um capricho de criança.

        Foram juntos a cidade, que a menina reconheceu assim que chegou, mostrando o lugar do acidente e pedindo para ser posta em um riquixá, onde começou a indicar o caminho para o condutor. Quando estavam próximos de um grupo de casas, ela mandou parar o riquixá, dizendo que era ali que havia morado. A garota e o desnorteado pai caminharam para a casa que ela dizia pertencer a sua família anterior, e ele, que ainda não acreditava nela, perguntou aos vizinhos se havia uma família tal como a que Kamaljit Kour descrevera e que perdera a sua filha. Eles confirmaram a história, dizendo ao atônito pai que Rishma, a filha da família, tinha dezesseis anos de idade quando morreu no carro, voltando do hospital para casa.

        Seu pai sentiu-se muito amedrontado com tudo aquilo e disse a Kamaljit que deviam ir embora, mas ela se dirigiu diretamente à casa, pediu sua fotografia da escola e a olhou deliciada. Quando o avô e os tios de Rishma chegaram, ela os reconheceu e disse seus nomes sem erro. Depois apontou seu quarto e mostrou a seu pai os demais cômodos da casa. Queria ver os livros da escola, suas duas pulseiras de prata, suas duas fitas e sua roupa nova marron. O tio explicou que estes eram objetos que Rishma possuíra. Daí a menina caminhou até a casa de seu tio, onde identificou mais coisas. No dia seguinte encontrou-se com todos os seus antigos parentes e, na hora de pegar o ônibus para casa, recusou-se a entrar nele, dizendo ao pai que ia ficar ali. No fim, ele a convenceu a voltar em sua companhia.

        A família começou a juntar os fragmentos da história. Kamaljit Kour nasceu dez meses depois da morte de Rishma. Embora a garota não tivesse ainda começado a estudar, sempre fingia ler e podia lembrar-se dos nomes de todos os colegas de Rishma na fotografia tirada na escola. Kamaljit Kour sempre pediu roupas de cor marron; seus pais descobriram que Rishma havia ganho um vestido marron e não tivera tempo de usa-lo antes do acidente. (Retirado do livro “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer – Sogyal Rinpoche” – Editora Talento)

 

Vídeos relacionados:

 

http://www.youtube.com/watch?v=RMB9EtIxn1w

 

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http://www.youtube.com/watch?v=bAdT8pXUnAs