ABENÇOA
TAMBÉM
Emmanuel
Questão n.º175 (Livro dos Espíritos)
Diante das vozes e dos braços que te amparam na enfermidade,
coopera com os instrumentos da cura, abençoando a ti
mesmo.
Em
qualquer desajuste orgânico, não condenes o corpo.
O
operário há de amar enternecidamente a máquina
que o ajuda a viver, lubrificando-lhe as peças e harmonizando-lhe
os implementos, se não deseja relegá-la à
inutilidade e à secura.
Abençoa teu coração.
É
o pêndulo infatigável, marcando-te as dores e alegrias.
Abençoa
teu cérebro.
É
o gabinete sensível do pensamento.
Abençoa
teus olhos.
São
companheiros devotados na execução dos compromissos
que a existência te confiou.
Abençoa
teus ouvidos.
São
guardas vigilantes que te enriquecem o entendimento.
Abençoa
a tua língua.
É
o buril que te auxilia a plasmar toda frase edificante que te
escapa da boca.
Abençoa
teu estômago.
É
o servo que te alimenta.
Abençoa
tuas mãos.
São
antenas no serviço que consegues realizar.
Abençoa
teus pés.
São
apoios preciosos em que te sustentas.
Abençoa
tuas faculdades genésicas.
São
forças da vida pelas quais recebeste no mundo o aconchego
do lar e o carinho de mãe.
Eis que deus te abençoa, a cada instante, no ar que respiras,
no pão que te nutre, no remédio que refaz, na
palavra que anima, no socorro que alivia, na oração
que consola...
Junto
das células doentes ou fatigadas, não empregues
o fogo da tensão, nem o corrosivo do desespero.
Abençoa
também.
Do livro Seara dos Médiuns. Psicografia de Francisco
Cândido Xavier.