DISCERNIMENTO
Emmanuel
Reunião pública de 26-8-60 Questão n°216
Encarecendo a prática do bem por base da cooperação
com os instrutores desencarnados, no campo mediúnico,
não será lícito esquecer o imperativo da
educação.
Não
somente ajudar, mas também discernir.
Não
apenas derramar sentimentos como quem faz do peito cofre aberto,
atirando preciosidades a esmo, mas articular raciocínios,
aprendendo que a cabeça não é simples ornamento
do corpo.
Coração e cérebro, sintonizados na criatura,
assemelham-se de algum modo ao pêndulo e ao mostrador
no relógio.
O
coração, à maneira do pêndulo, marca
as pulsações da vida; entretanto, o cérebro,
simbolizando o mostrador, estabelece as indicações.
No
trabalho em que se conjugam, um não vai sem o outro.
Tornemos ao domínio da imagem, para clareza do assunto.
Operário
relapso não encontra chefe nobre.
Escrevente
inculto não se laureia em provas de competência.
Enfermeiro
bisonho complica a assistência médica.
Aluno
vadio é problema para o professor.
Na
mediunidade, quanto em qualquer outro gênero de serviço,
é indispensável que o colaborador se interesse
pela melhoria dos próprios conhecimentos, a fim de valorizar
o amparo que o valoriza.
Tarefa mediúnica sustentada através do tempo não
brota da personalidade.
Exige
burilamento, disciplina, renunciação e suor.
A
educação confere discernimento. E o discernimento
é a luz que nos ensina a fazer bem todo o bem que precisamos
fazer.
É
por isso que Jesus avisou no Evangelho:
"Brilhe
a vossa luz diante dos homens para que os homens vejam as vossas
boas obras."
É
ainda pela mesma razão que o Espírito da Verdade
recomendou a Allan Kardec gravasse na Codificação
do Espiritismo a inolvidável advertência:
"Espíritas,
amai-vos! — eis o primeiro ensino. Instrui-vos! —
eis o segundo.”.
Do livro Seara dos Médiuns. Psicografia de Francisco
Cândido Xavier.